Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Equipes enxutas e qualidade técnica baixa , até quando?

Sou bacharel em comunicação, com especialidade em Radio e TV, portanto posso me tornar um radialista e trabalhar em emissoras de radio ou televisão.
Confesso que nunca trabalhei efetivamente numa emissora a não ser por ter feito dois estágios longos, um na TV Bandeirantes na produção do Pro grama do Agildo Ribeiro e outro estagio mais curto no SBT no programa do Silvio santo.
Em ambas as experiências, aprendi muito, especialmente com o contato direto que tive com O Silvio Santos na elaboração de um quadro do programa dele. E Na TV bandeirante quando sugeri a mudança na dinâmica de gravação do programa, quando passamos de 3 cenários montados no estúdio para 5 cenários montados ao mesmo tempo. Esta decisão fez com que ganhássemos tempo na gravação dos quadros.
Era muito importante ter quadros extras de reserva, pois ainda tínhamos a censura no pé das emissoras, mas este é assunto para outro post.
Depois desta experiência entrei de cabeça na produção de filmes publicitários e curta metragens, fiz de tudo um pouco produção, assistente de elétrica, cinegrafista.
Assim fui aprendendo as questões técnicas, pois trabalhava com pessoal experiente que sempre fizeram cinema, o chamado cinemão, técnicos que tinham trabalhado na Vera Cruz e em outros estúdios fazendo os filmes das décadas de 50 e 60.
Com eles aprendi técnica, postura no set, hierarquia, respeito e a importância de ter uma equipe experiente e especializada.
Apesar da defasagem tecnológica em equipamentos de iluminação e câmera, todos os problemas eram suplantados pela experiência do pessoal. Era impressionante a calma deles diante dos problemas que acontecem num set de filmagem, eles sabiam que tudo daria certo... quase tudo.
O tempo foi passando, o vídeo começou a se infiltrar nas produções e nas produtoras , com os anos o número de produtoras e de pessoas que trabalham na área de produção audiovisual só aumentou , na mesma proporção que surgiram os curós de Radio e TV e Cinema pelo Brasil , especialmente em São Paulo. Na minha época de faculdade, só tínhamos o curso de RTV na ECA, FAAP e FIAM. E de e Cinema só nas ECA e FAAP .
Com este aumento de mão de obra disponível e da concorrência entre um maior numero de produtoras , foi havendo a opção das empresas pela contratação dos chamados !”estagiários em detrimento dos produtores experientes. Com isto também passou-se a chamar técnicos mais “baratinhos ” e com pouca experiência , mas que davam conta do recado par ao tipo de necessidade que a produção exigia. Produções maiores, é óbvio que chamavam os técnicos medalhões (DF, Tec. som Direto, maquinistas , eletricistas , produtores etc.) pela responsabilidade e custo que elas exigem. .
Então aos pouco fui percebendo o inicio da deterioração da capacidade técnica dos profissionais e da estrutura de produção que nos era entregues.
Hoje saem para gravar um institucional numa Ford Ka com equipe de 3 pessoas. Com o mínimo de equipamento, sem medidor de voltagem , sem uma mala de produção sem nada . Nos dias de hoje , não é como antes que havia uma parada na padaria para o café da manhã nem uma parada digna para o almoço. Somos todos frelancers, que ganham por dia, portanto vamos aproveitar cada segundo....afinal só temos verba para uma diária...
É, como diz uma amigo:chegamos na época do Euvideo, eu dirijo, eu produzo, eu ilumino , eu opero o áudio, eu edito, eu finalizo....
Demorou uns 20 anos, mas chegamos nesta situação tanto pela enxurrada de profissionais que foram postos no mercado pelas faculdades , como pelo aparecimento de produtoras de vídeo como pelo barateamento e acessibilidade aos equipamentos de gravação e edição.
Ainda temos produções e produtoras que trabalham como no tempo que comecei, mas cada vez mais a situação tende para o que descrevi acima , a=inda mais agora com a necessidade de produzir contudo para as diversas mídia e canais de contudo que a internet disponibiliza ,
Assim a minha indagação é : será que podemos recuperar um pouco a condição mínima de trabalho de equipes de vídeo, com uma equipe capacitada mínima, condições técnicas aceitáveis e respeito coma equipe?

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Nova Camera HD de baixo custo


Um produtor que mora na Escócia e trabalha com produção de vídeo me alertou para um novo modelo de camera HD que utiliza lentes fixas.
É uma câmera com quase 2K, 1 CCD de 2/3 de polegada a área do formato Super 16 mm (usa lentes de 16mm), diversas possibilidades de montura para lentes ( PL, Leica, IMS, C-Mount , Nikon) e gera as imagens em formato RAW.

Fui verificar o site e percebi que esta câmera tem grande potencial. Ela é barata , tem um desing muito ergonômico , utiliza baterias de câmeras Sony , cartuchos de memoria com 8OGB com custo bastante razoável.

Ela é fabricada na Suécia por um pessoal que fabricava câmeras 16mm, portanto já é uma empresa com know how:

Veja algumas especificações técnicas:

Tamanho da Imagem 1920 x 1080 pixels
Formato : Arquivos Individuais em sequência RAW sequences. DNG format
Registro de Cor :12 bit
tamanho do arquivo : 3,5 MB/frame in RAW
Sensor CCD: 10,6 mm x 6 mm (Super-16)
Framerate: 1 - 60 fps
Som: 2 canais 48 kHz
Timecode: 5 pol. Lemo SMTPE
Video output :Monitor and HDMI
Data output :USB 2.0
Força: 7,2 V in, ou bateria onboard Sony NP-F770
Lente: Ikonoskop 9mm f/1.5 cine (inclusa no pacote)
Corpo : Alumínio (Milled aluminum)
Medidas: 222 mm x 91,5 mm x 83 mm
Montura de lente: PL, Leica M, IMS and C-mount
Peso : 1,5 kg incluído cartão de memoria e bateria


Outras características: Viso com Zoom in de 1:1 pixel quando esta gravando para conferir o foco . Histogram. Monitor de Preview do lado direito para o Diretor e Técnico de som .

Preço : €6.950* (FOB - Suécia)

Preço preliminar : €6.950 e inclui: 1 bateria, 1 lente Ikonoskop 9mm e um cartucho de memoria Ikonoskop de 80GB .